DPVAT: Diminui número de acidentes e indenizações

DPVAT: Diminui número de acidentes e indenizações

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Maior fiscalização e controle de velocidade influenciou na redução de vítimas do trânsito em 2015.

De acordo com as estatísticas, os brasileiros tiveram um 2015 com menos vítimas de acidentes de trânsito. Segundo divulgou a Seguradora Líder, empresa que administra o Seguro Obrigatório (DPVAT), houve redução de indenizações por morte, invalidez e despesas hospitalares em 2015, mostrando consequentemente a redução de casos, ainda que nem todos sigam a burocracia para usufruir do prêmio do seguro.

Em 2015, 652.349 pessoas receberam indenizações contra 760 mil em 2014, uma redução de mais de 100 mil casos. Os números mostram redução de 13% nas indenizações por invalidez, 18% no gasto com despesas hospitalares e 19% por morte.

Os motociclistas, porém, ainda são as maiores vítimas do trânsito.

Embora reduzido, não há motivos para comemorar, principalmente quando se fala de usuário de motos. Esse segmento representou 497.009 indenizações, contra 124.267 usuários de automóveis e 17.973 usuários de caminhões e picapes.

“Por ser a parte mais frágil no trânsito qualquer impacto entre uma moto e um carro, mesmo que seja em baixa velocidade, pode ocasionar ferimentos que necessitam de hospitalização ou mesmo intervenções cirúrgicas”, disse o diretor-presidente da Líder, Ricardo Xavier.

Como se não bastassem os acidentes de trânsito, fraudes também preocupam os administrares do DPVAT.

O www.carrosemsegredo.com soube do relato de vários leitores que foram abordados por atravessadores dentro dos hospitais, que se aproveitam da fragilidade emocional das vítimas e se oferecem para facilitar o processo de liberação dos valores. O valor pago pelo DPVAT em caso de morte ou invalidez pode chegar a 13.500 reais.

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Até no DPVAT: Esquema de corrupção envolve funcionários de hospitais e pacientes para recebimento ilegal de seguro.

No golpe, os criminosos ficam com parte do montante e são tão criativos que coagem até vítimas de acidentes que não tem a ver com veículos, como por exemplo, uma queda no banheiro de casa, a emitirem B.O. falso informando ao DPVAT que foram atropelados. Com isso, as supostas vítimas recebem o direito a ressarcir despesas médicas de até R$ 2.700.

Na maioria dos casos, funcionários de hospitais estão envolvidos ou são coniventes. Em 2015, mais de 7.000 casos foram denunciados ao Ministério Público.

 

Como funciona o Seguro DPVAT:

1. Quem pode?
Todas as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil: motoristas, passageiros ou pedestres.

2. Quais os custos?
O procedimento para o recebimento do seguro pelas vítimas de trânsito é gratuito. Não é necessário ter/contratar intermediários para fazer o pedido de indenização.

3. Quais os prazos?
Vítimas têm até três anos, contados a partir da data do acidente, para fazer o pedido da indenização. O pagamento é depositado na conta corrente ou poupança da vítima/beneficiários em até 30 dias após a apresentação da documentação necessária.

4. O que é preciso fazer?
Reunir documentos pessoais, boletim de ocorrência e atestados médicos para entregar nos postos do DPVAT. Informações sobre locais de atendimento e outros documentos necessários podem ser obtidos no site do DPVAT (www.dpvatsegurodotransito.com.br) ou pelo telefone 0800 022 022 12 04 ou 0800 022 022 12 06 (para deficientes auditivos ou de fala).

5. Quais as coberturas?
São três tipos de indenização: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas (até R$ 2.700).

6. De onde vem o dinheiro do seguro?
Todos os donos de veículos pagam o seguro obrigatório DPVAT anualmente. Da arrecadação, 45% vai para o Ministério da Saúde/SUS (atendimento às vítimas de acidentes), 5% para o Denatran (programas de prevenção) e 50% para pagamento das indenizações.

DPVAT

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