Freemont: Fiat convoca 10.307 para recall

Freemont: Fiat convoca 10.307 para recall

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Modelo precisa de reparo por falha em freios ABS e sistema ESC.

A Fiat está convocando proprietários de 10.307 Freemont para corrigir uma falha no módulo eletrônico que controla os sistemas ABS, do antitravamento das rodas em frenagens e controle de estabilidade.

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Falha em um componente eletrônico que integra as rodas, pode causar acidente grave.

O chamado é exatamente idêntico ao do Dodge Journey, anunciado na primeira semana de março. Fiat Freemont e o SUV da Dodge compartilham boa parte dos componentes.

Existe uma pequena infiltração de líquidos no chicote do sistema, localizado no lado direito do compartimento do motor, que pode acarretar na falha do ABS em frenagens emergenciais e até perda do controle em situações nas quais o ESC seja exigido.

Em nota, a Fiat afirmou que em casos extremos, estes defeitos no Freemont pode “aumentar o risco de acidentes com danos físicos e/ou materiais a motorista, passageiros e terceiros”.

Esta já é a segunda fase do recall para o Freemont, que teve início em dezembro do ano passado. Ele compreende exemplares dos anos-modelos 2013 a 2015, com numeração não seqüencial de chassis de 3C4PFABB4DT328757 a 3C4PFABB9FT680025.

Desde o mês de março proprietários do modelo Freemont podem agendar nas concessionárias Fiat a solução definitiva do problema, com “vedação contra a infiltração de líquidos no chicote do sistema ABS e, se necessário, reparo do chicote e/ou a substituição do módulo eletrônico”, conforme informou em nota a montadora.

O agendamento e mais informações pode ser feitos pelos telefones 0800 707 1000 e 0800 282 1001, ou pelo site www.fiat.com.br.

Problema no

É a segunda vez que a Fiat convoca o Freemont para recall.

Já o Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, por sua vez, orienta os consumidores sobre seus direitos: “A empresa deverá apresentar os esclarecimentos que se fizerem necessários, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor, inclusive com informações claras e precisas sobre os riscos para o consumidor”, afirmou através de sua assessoria.

O que diz a lei

No Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 10, está estabelecido que: “O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança”.

§ 1º O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários”.

Os proprietários devem ficar atentos à exigência do comprovante de que o serviço foi efetuado, documento que deverá ser conservado e repassado adiante, em caso de venda. E se for comercializado mais de uma vez, o atual proprietário terá o mesmo direito ao reparo gratuito.

Conforme a Portaria Conjunta nº 69 de 15/12/2010, da Secretaria de Direito Econômico e do Diretor do Departamento Nacional de Trânsito, o automóvel que não for reparado/inspecionado em até 12 meses, após o início da campanha de recall, terá a informação lançada no campo ‘observações’ do próximo CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) emitido pela autoridade de trânsito.

Caso algum dono dos modelos chamados tenha passado por algum acidente causado pelo defeito apontado, poderão solicitar, por meio do Judiciário, reparação por danos morais e patrimoniais, eventualmente sofridos.

A Fundação Procon-SP mantém e disponibiliza, desde 2002, um banco de dados com informações sobre todas as campanhas de recalls realizadas no Brasil: http://sistemas.procon.sp.gov.br/recall/

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