Novo Toyota SW4: mais luxuoso e mais caro

Novo Toyota SW4: mais luxuoso e mais caro

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Novo SUV japonês ficou mais caro que Trailblazer: parte de R$ 205.000.

Três meses após apresentar a oitava geração da Hilux, que por enquanto só existe no Brasil em versões a diesel, rivalizando com a antiga Hilux flex, a Toyota apresentou a segunda geração do novo Toyota SW4, SUV com opção para cinco ou sete pessoas.

Importado de Zárate, na Argentina, o novo Toyota SW4 chegou às lojas mês passado, somente na versão de top de linha, a SRX, com motor V6 a gasolina ou 4-cilindros 2.8 turbodiesel, sempre com câmbio automático. Segundo a Toyota informou, motor flex, apenas no segundo semestre.

Em busca da identidade própria, Toyota SW4 se desvincula da Hilux até no nome.

Em busca da identidade própria, Toyota SW4 se desvincula da Hilux até no nome.

O veículo japonês segue o caminho da nova geração lançada em 2012, o Chevrolet Trailblazer mudou de patamar e ficou bem mais caro que o rival Toyota SW4. Agora, é a vez do no Toyota SW4 inverter a situação.

Como ocorre com a picape, a versão de entrada já tem o preço salgado: R$ 205.000. Confira configurações e valores do novo SUV:

+ SW4 4×4 SRX V6 A/T (sete lugares): R$ 205.000
+ SW4 4×4 SRX 2.8 TDI A/T (cinco lugares): R$ 220.000
+ SW4 4×4 SRX 2.8 TDI A/T (sete lugares): R$ 225.000

Em 2015, a marca japonesa emplacou 8.693 unidades do utilitário, número expressivo para um modelo do porte. Até então, porém, o SW4 usava motor 2.7 flex e partia de R$ 135.850, uma diferença de quase R$ 70 mil na opção mais simples, que representa 51,5% de aumento.

Quem não fizer questão desse pacote com preço maior deve correr: diferente do que ocorre com a picape, as vendas do SW4 atual duram apenas enquanto houver estoque.

Muito obrigado

Vale lembrar que o Toyota SW4 vendia bem até então por ser bem mais barato que o principal concorrente, o Chevrolet Trailblazer, que tempreço inicial de R$ 163.790 para a versão 3.6 V6 a gasolina, indo a R$ 192.090 com motor 2.8 turbodiesel, sempre com sete lugares e câmbio automático de seis marchas. O SUV da General Motors ficou muito mais caro na atual geração e acabou perdendo vendas, inclusive entre frotistas e frotas de segurança pública pelo país: o Estado de São Paulo pode ser citado como exemplo deste último caso.

Com a chegada do novo Toyota SW4 e seu aumento significativo de preço, o jogo pode virar. Ou empatar, com vendas baixas para ambos os lados.

De acordo com a Toyota, um fator muito importante ajuda a segurar as vendas do SW4 em relação ao rival: o “custo de propriedade”. Teoricamente, o SW4 desvaloriza menos ao longo dos anos que modelos concorrentes, permitindo que o dono revenda o SUV após um ou dois anos com menor desvalorização. Resta saber se a conta continuará batendo para esta nova geração.

Filho único

Nesta segunda geração, o Toyota SW4 quer se desvincular totalmente da Hilux, principalmente no estilo. Os traços do SUV estão mais ousados e bonitos, com faróis afilados nas pontas, grade mais estreita e margeada por grossas bordas cromadas nas laterais, e pára-choque cortado por uma arrojada tomada de ar no centro, formando uma dianteira dividida em camadas. A traseira segue esta linha, com lanternas bipartidas afuniladas na parte interior, integradas por filete cromado.

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Lanternas mais finas: identidade visual da montadora japonesa chega a todos os veículos.

As configurações mudam apenas em relação à motorização e número total de passageiros, possuindo o mesmo pacote de série: faróis full-LED; rodas de liga leve aro 18 com pneus mistos; chave inteligente para abertura automática das portas; sete airbags; direção elétrica; volante multifuncional revestido em couro; bancos em couro natural e sintético; rebatimento por alavanca “um-toque” nos assentos intermediários e traseiros; sistema multimídia com tela tátil de 7 polegadas, navegador GPS, TV digital, DVD, MP3, Bluetooth e seis alto-falantes; computador de bordo em tela LCD colorida de 4,2 polegadas; ar-condicionado automático digital com saídas para todas as fileiras; e porta-malas com carregador de 220V.

Com preço tão elevado, é claro que o Toyota SW4 não poderia cometer a mesma heresia da Hilux, que não oferece vidros elétricos na versão de R$ 130 mil. No SUV, o item se encontra presente em todas as variantes.

Com o painel mais baixo, o SW4 foge do estilo limpo da Hilux e adota uma decoração carregada, com elementos em couro marrom ou simulando madeira que acentuam sua elegância. Apesar de ter espichado 9 cm (para 4,79 metros), o SW4 perdeu 0,5 cm de entre-eixos (2,74 m) e 1,5 cm de altura (1,83 m), diferença que não compromete o amplo espaço interno. Ombros ficarão até mais folgados com os 1,5 cm ganhos na largura (1,85 m).

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Nada de SUV de “tiozão”, mesmo com acabamento em madeira ou couro marrom, SW4 é muito luxuoso e elegante.

Equipado

Versão menos cara, exclusiva para sete lugares, será equipada com motor V6 aspirado de 4 litros só a gasolina, com 238 cv e 38,3 kgfm. Já a topo da gama, disponível com terceira fileira de bancos ou não, virá com o mesmo propulsor 2.8 turbodiesel da Hilux: a potência é menor, 177 cv, mas o torque cresce para excelentes 45,9 kgfm, entregues logo a 1.600 rpm (o V6 precisa chegar a 3.800 giros para alcançar o pico de torque). A transmissão é sempre automática de seis velocidades, com relação 5% mais curta na primeira marcha e 19% alongada na última, a fim de proporcionar até 11% de economia em consumo (em relação ao antigo SW4 diesel).

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Para deixar o utilitário menos maleável e barulhento, a Toyota construiu o chassi com 66 pontos de solda extras na nova geração, aumentando a rigidez torsional em 20%. Suspensões contam com braço inferior de controle 2 cm mais baixo e barras estabilizadoras reforçadas, o que, segundo a marca, também contribuiu para reduzir os ruídos. Controles de estabilidade e tração, assistentes de partida em aclives e declives, assistente de reboque (ajuda a carga a permanecer em linha reta), dois modos de condução (Eco e Power), e tração 4×4 com seletor eletrônico e bloqueio do diferencial traseiro são os itens que permitem adequar a condução a situações específicas, dentro ou fora do asfalto.

A fabricante oferecerá três anos de garantia, com limite de 100 mil quilômetros, além de 32 acessórios nas concessionárias e seis opções de cores. Branco Pérola e marrom Metálico são as novas opções de cores.

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